13 de fev. de 2026

10 curiosidades sobre o FortiGate que muita gente não sabe



Se você trabalha com redes ou segurança, provavelmente já ouviu falar do FortiGate — um dos firewalls mais populares do mercado. Mas além das funções óbvias de proteção, existem vários detalhes interessantes que mostram como ele foi projetado para entregar desempenho e segurança ao mesmo tempo.

Separei 10 curiosidades que ajudam a entender melhor o que acontece “por trás das cortinas” desse equipamento — sem complicação técnica desnecessária.


1) O FortiGate tem “hardware turbo” próprio

Diferente de muitos firewalls que dependem apenas de CPU comum, vários modelos do FortiGate possuem chips dedicados chamados ASICs, desenvolvidos pela própria Fortinet.

Na prática, isso significa:

👉 criptografia mais rápida
👉 inspeção de tráfego acelerada
👉 menos impacto de performance

É como ter um motor feito sob medida para aquela função — não é genérico.


2) Primeiro ele decide o caminho, depois aplica a segurança

O FortiGate prioriza o roteamento antes de aplicar boa parte das verificações de segurança.

Isso ajuda a:

✔ reduzir latência
✔ melhorar desempenho
✔ otimizar o fluxo de tráfego

Basicamente, ele já sabe pra onde o pacote vai antes de analisar profundamente o conteúdo.


3) Cada sessão gera exatamente duas buscas de rota

Pode parecer detalhe interno — e é — mas mostra o cuidado com eficiência.

Para cada conexão:

  • uma busca de rota ocorre no primeiro pacote enviado

  • outra no primeiro pacote de resposta

Depois disso, a sessão já está definida. Nada de recalcular rota a todo momento.


4) Ele já vem com IP padrão de fábrica

Tirou da caixa e quer acessar?

O IP padrão é:

👉 192.168.1.99

Basta configurar seu computador na mesma rede e abrir o navegador. Simples assim.


5) VPN sem cobrança por usuário

Muitos fabricantes cobram licenças por assento para acesso remoto. O FortiGate não segue essa linha.

Isso significa:

✔ mais liberdade para crescer
✔ menos custo surpresa
✔ implantação mais simples

Você gerencia os usuários — não o licenciamento.


6) A versão virtual funciona diferente da física

O FortiGate VM tem praticamente as mesmas funções do hardware físico…

…mas sem os ASICs dedicados.

Resultado:

👉 todo processamento depende da CPU da máquina virtual

Funciona muito bem — só muda onde a carga é processada.


7) Inspeção SSL: ele realmente entra no meio da conversa

Quando a inspeção SSL completa está ativada, o FortiGate age literalmente como um intermediário:

🔹 cria uma sessão criptografada com o cliente
🔹 cria outra com o servidor

Isso permite inspecionar tráfego criptografado sem quebrar a comunicação.

É segurança olhando dentro do “envelope fechado”.


8) Alta disponibilidade sem interrupção perceptível

Em clusters HA (Alta Disponibilidade), o FortiGate usa endereços MAC virtuais.

Quando ocorre failover:

👉 o novo equipamento assume o MAC
👉 o tráfego continua fluindo

Resultado: mínima interrupção — muitas vezes imperceptível.


9) Nem tudo é sincronizado no HA

Apesar de parecer que tudo é espelhado, alguns itens permanecem únicos em cada unidade:

  • hostname

  • licenças FortiToken

  • widgets da interface

Isso evita conflitos e mantém a identidade de cada equipamento.


10) O IPS também reconhece aplicações

O motor de IPS não serve apenas para bloquear ataques.

Ele também é responsável por:

✔ identificar aplicações
✔ classificar tráfego
✔ aplicar políticas inteligentes

E faz isso independentemente da porta usada.

Ou seja: não importa se o app tenta “disfarçar” — o FortiGate enxerga.


Conclusão

O FortiGate vai muito além de simplesmente bloquear tráfego. Ele combina engenharia de hardware, lógica eficiente e mecanismos avançados de inspeção para entregar segurança com performance.

Esses detalhes mostram como cada decisão de projeto tem impacto direto no dia a dia de quem administra redes.

E quanto mais você entende essas curiosidades, mais domínio tem sobre o equipamento.

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails