9 de dez de 2013

Oito tendências para 2014, segundo a Cisco

As previsões são do Cisco Technology Radar, que reúne um grupo com mais de 70 especialistas.

A Cisco revelou em 04/12 as principais transformações que podem marcar a evolução do setor tecnológico nos próximos anos, em um evento que está disponível online neste link. As previsões são do Cisco Technology Radar, que reúne um grupo com mais de 70 especialistas.

Conheça as oito tendências apontadas por eles já para 2014:

Colaboração interativa através da Web
A tecnologia WebRTC (Real Time Communication) permitirá a colaboração em tempo real através da Web já que qualquer internauta poderá usufruir das funcionalidades de uma videoconferência, chamadas de voz, mensagens instantâneas e partilha de conteúdos sem instalar plug-ins.

Serviços baseados no contexto
Esta realidade já está mudando a forma de interagir com os dispositivos, que armazenam informação acerca dos seus usuários e da sua vida quotidiana, de modo a que possam oferecer-nos a informação precisa no momento oportuno. Aplicações como o Google Now ou o Voice Search são exemplos desta tendência e a Cisco proporciona serviços baseados em localização através do Connected Mobile Experiences (CMX), que permite a museus, aeroportos ou centros comerciais localizar os clientes através da rede WiFi e assim disponibilizar serviços ou promoções.

Internet of Everything (IoE) e comunicações M2M

A Internet of Everything (IoE) – ou seja, as conexões entre pessoas, processos, dados e objetos – combina diferentes tendências tecnológicas, incluindo vídeo, mobilidade, Cloud, Big Data e comunicações Machine-to-Machine (M2M). A IoE irá fazer parte do mundo físico (estradas, supermercados, dispositivos biomédicos e até animais e pessoas) através de sensores que irão gerar terabytes de informação na nova economia das aplicações.

Em 2022, as conexões M2M representarão 45% do total, enquanto conexões Person-to-Machine (P2M) e Person-to-Person (P2P) representarão os 55% restantes. O IoE requer novas tecnologias de segurança – como o RPKI (Resource Public key Infraestructure) ou o DNSSEC (Domain Name System Security Extensions) – e novas soluções de gestão de dispositivos móveis (MDM, Mobile Device Management) mais escaláveis e mais centradas na nuvem.

Vídeo em ultra-alta definição
A tecnologia de vídeo em ultra-alta definição (4k-2160p e 8k-4320p) será imprescindível nos smartphones, óculos de realidade aumentada, tablets e outros dispositivos equipados com câmara. Com uma resolução até 16 vezes superior à atual TV em alta definição (1080p), o seu impacto na rede requer a adoção de novas tecnologias como o streaming P2P, redes federadas de distribuição de conteúdos, HEVC (H.265) ou streaming HTTP adaptável.

Análise em tempo real

A capacidade de análise em tempo real baseia-se em diferentes tecnologias que permitem processar os dados em segundos ou minutos, podendo ser aplicada a campos como o Business Intelligence, que vai das primeiras ferramentas de análise financeira a diferentes segmentos como a publicidade ou os transportes, aproveitando o valor dos dados em movimento.

Novas arquiteturas de Internet

A rede não é suficientemente robusta para suportar o crescimento exponencial de dispositivos conectados. Já existem propostas para substituir as infraestruturas baseadas no protocolo IP com um novo paradigma como o Named Data Networking (NDN), que permitirá comunicar a informação através de nomes e não de hosts. Outra tendência consiste nas tecnologias definidas por software (SD-X, Software Defined Any) que devem ir além da virtualização da rede (SDN e NFV) para aumentar a sua escalabilidade tanto mediante recursos físicos como virtuais.

Sistemas de rede autônomos
As redes podem autogerir-se em termos de configuração, proteção, otimização e reparação mediante tecnologias como o Networking Autonomous ou o SON (Self-Organizing Networks).

Múltiplos fornecedores de clouds

Os ambientes cloud públicos, privados e híbridos baseados em configurações estáticas darão lugar aos ambientes cloud dinâmicos e com múltiplos fornecedores. As novas tecnologias intercloud permitirão aos fornecedores descobrir serviços cloud através de múltiplos ambientes, adoptar acordos de nível de serviço (SLA) comuns ou criar acções para oferecer o serviço mais económico.

Fonte: http://cio.uol.com.br/tecnologia/2013/12/04/oito-tendencias-para-2014-segundo-a-cisco/

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