1 de mai de 2013

Cresce demanda por profissionais de TI no Brasil, mas há falta de mão de obra qualificada



Oportunidades em TI devem crescer com os grandes eventos no país, porém deve haver uma lacuna de 117.200 profissionais especializados em redes e conectividade em 2015.

SAO PAULO, BRASIL - (03/14/2013) - A demanda por profissionais de tecnologia da informação e comunicação (TIC) no Brasil excederá a oferta em 32% para o ano de 2015, chegando a uma lacuna de 117.200 trabalhadores especializados em redes e conectividade. Os dados são de um novo estudo da consultoria independente IDC, encomendado pela Cisco na América Latina.

O estudo "Habilidades em Redes e Conectividade na América Latina" (Networking Skills Latin America), analisou a disponibilidade de profissionais capacitados em TIC entre os anos 2011 e 2015, em oito países da região: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e Venezuela.

No ano 2011, a América Latina teve uma lacuna de aproximadamente 139.800 profissionais com conhecimentos em redes e conectividade (aqueles necessários para planejar, desenhar, administrar e apoiar as tecnologias de redes em uma organização), com uma projeção de aumento desta lacuna para 296.200 para 2015. Estas cifras representam uma carência de 27% no ano de 2011 e de 35% em 2015.

A demanda por profissionais capacitados em redes e conectividade na América Latina está motivada pelas seguintes tendências:

Demanda por uma maior eficiência na infraestrutura de TI, com a virtualização como o grande vetor
Rápida adoção de TIC por parte dos governos e o setor privado
A proliferação de dispositivos conectados
Requerimentos da rede para suportar aplicações interativas (vídeo) e negócios suportados por TIC virtualizados.
Crescente demanda de conectividade baseada ou hospedada na nuvem através de múltiplas empresas

No Brasil há o impacto também da Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 no aumento dos investimentos em TI por parte das empresas e Governo.

Resultados-chave do estudo no Brasil:

A lacuna de profissionais de rede e conectividade no Brasil em 2011 foi de aproximadamente 39.900 trabalhadores, o equivalente a 20% entre oferta e demanda de mão de obra.
A maior escassez ocorreu na chamada rede essencial, como segurança, telefonia IP e redes sem fio, com uma lacuna de 23.643 profissionais ou 17%.
Percentualmente, porém, a rede emergente, como comunicações unificadas, vídeo, computação em nuvem, mobilidade e data center e virtualização, representou uma maior escassez, com 27% entre a oferta e demanda de profissionais qualificados, uma lacuna de 16.232 profissionais em 2011.
Em 2012, a demanda prevista foi de 239.653 empregos na área de redes, com a possibilidade de chegar a 363.584 em 2015.
Para o ano de 2013 a previsão é de 276.306 vagas para 199.819 profissionais, uma lacuna, portanto, de 28% ou 76.487 de mão de obra.
As 363.584 vagas previstas para 2015 devem se concentrar mais na rede essencial com 232.032, mas a lacuna maior será na rede emergente, com 131.552 vagas para 64.650 profissionais qualificados (escassez de 51% ou 66.702 profissionais).
Com esses números, o Brasil é o segundo país com dificuldades para encontrar candidatos tecnicamente qualificados, ficando atrás apenas do México entre os países pesquisados na América Latina. Isso ocorre porque com a disponibilidade insuficiente de profissionais capacitados no mercado fica mais caro contratar e empregar profissionais de rede qualificados.
O Brasil registrou a menor taxa de recrutamento de profissionais de rede com apenas 19% das empresas entrevistadas contratando especialistas de rede durante o último ano. Considerando essa falta de candidatos qualificados, a IDC considera que as empresas brasileiras estão cada vez mais obtendo habilidades de rede de provedores de serviços por meio da terceirização.
As políticas governamentais e a dinâmica do setor são fatores de motivação importantes de um mapa tecnológico planejado. Apesar do aumento sazonal de desemprego no Brasil, a mão de obra qualificada permanece escassa o suficiente para forçar os empregadores a pagarem mais para competir por especialistas. Por outro lado, isso pode alimentar uma pressão inflacionária. A escassez de mão de obra qualificada forçou a média salarial a uma alta para atender à demanda do consumidor.
Os investimentos em TI por parte das empresas e governo para atender a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, 2014 e 2016, respectivamente, e os recentes incentivos fiscais do Governo sobre equipamentos de rede (incluindo dispositivos para o consumidor, como smartphones), juntamente com "novas" regras para o leilão do 4G contribuem para aumentar a lacuna de habilidades.
A IDC espera que o mercado de TI cresça a uma CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 12% entre 2011 a 2015 no Brasil.

Destaques da América Latina

Os conhecimentos básicos em redes como segurança, telefonia IP e redes sem fio representaram 55% do total de lacuna de profissionais capacitados em 2011 na América Latina e representará 44% em 2015. Houve uma escassez de cerca de 76.800 profisionais em 2011, que aumentará para 129.100 em 2015. Essas cifras representam uma escassez de 22% no ano de 2011 e de 25% em 2015.
Os conhecimentos em tecnologias de redes emergentes, como comunicações unificadas, vídeo, computação em nuvem, mobilidade e data center e virtualização, representaram 45% do total de lacuna em 2011, aumentando para 56% em 2015. Dentro deste grupo, o estudo estimou uma escasez de pessoal capacitado de aproximadamente 63.000 profissionais, aumentando a 167.100 em 2015. Estas cifras representam uma lacuna adicional projetada de 42% em 2011 e de 53% em 2015.
75% da organizações pesquisadas veem as certificações de fabricantes como um importante atributo para avaliar o potencial de profissionais para posições relacionadas com redes.
25% dos entrevistados declararam ter contratado profissionais de redes nos últimos 12 meses.
Uma significativa proporção de organizações (27%) nos oito países pesquisados reconheceu que é difícil encontrar engenheiros com conhecimentos adequados para cumprir os requerimentos de suas organizações. A razão primária disso é o custo associado para contratar pessoal capacitado. A segunda razão é a dificuldade em avaliar a qualidade dos candidatos.
As posições de segurança são as mais difíceis de ocupar. Isto porque o conhecimento de segurança é uma demanda crescente nos oito países. 87% das empresas disseram que requerem habilidades extras nesta área nos próximos 12-24 meses.

Metodologia de estudo

A IDC realizou 767 entrevistas em oito países na América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Perú e Venezuela. As entrevistas foram realizadas entre abril e outubro de 2012 e segmentadas por indústrias verticais e tamanho: governo, educacção, saúde, telecomunicações, serviços financeiros, manufatura, mídia/transmissão/editoras, viagens/transporte/distribuição, recursos naturais e outros serviços em companhias com mais de 100 empregados. Os pesquisados foram selecionados com base em suas responsabilidades com a infraestrutura de rede e administração de professionais envolvidos no desenho, operação e manutenção, desenvolvimento e suporte de redes. A pesquisa foi realizada em espanhol e português. Os resultados foram analisados junto com os dados de práticas de pesquisa da IDC em tecnologias de redes e informação.

Fonte: http://www.linkedin.com/redirect?url=http%3A%2F%2Fglobalnewsroom%2Ecisco%2Ecom%2Feasyir%2FBR%2Fpt%2Flocal%2Fpress-release%2FEstudo-revela-demanda-crescente-por-profissionais-de-tecnologia-no-Brasil-mas-ha-falta-de-mao-de-obra-qualificada--996920%2Ehtml&urlhash=jAUe&_t=tracking_anet

2 comentários:

Alan Souza disse...

O problema não é a Falta de mão de obra, é o baixo valor pago no Brasil. tenho vários amigos que evadiram da area de TI para ir para outras arêas chegando até mesmo fazer outra faculdade porque o custo de cursos era caro e o retorno nem tanto.$

Dan Elvedosa disse...

O problema que eu vejo disso é a falta de formação correta dos profissionais, hoje no mercado são pouco os profissionais que realmente estão preparados seja tecnicamente ou psicologicamente para aguentar pressão que grande contratos demandam. Não adianta, TI paga bem? Sim!! Porém o profissional terá que fazer por merecer! Como? Treinamento, certificações e principalmente entregando um projeto com qualidade com redução de tempo na entrega.

Abs
Danilo Elvedosa

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